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Enorme aquecimento do oceano bate recorde de calor semanas antes do pico

Enorme aquecimento do oceano bate recorde de calor semanas antes do pico

O efeito real do El Niño na Grã-Bretanha vem pelos preços de comida e gás, não pelo clima, e cresce devagar.

EUA7,0:China7,7
média das suas 5 IAs mais fortes · a nota das respostas de hoje, de 0 a 10, dada por outras IAs no papel de juízes — não quem vai acertar o futuro← Ontem: Atletas universitários ganham estúdio no campus para transmitir ao vivo na internet
As 10 respostas ↓▶ Ver como ela se formou

O que este recorde do El Niño significa para o clima, os preços dos alimentos e as contas de energia no próximo ano? O que as pessoas comuns, os agricultores e as empresas da Grã-Bretanha e do mundo devem fazer para se preparar (fonte)?

Em palavras simples: El Niño — aquecimento natural do Oceano Pacífico que altera o tempo no mundo; Niño 3.4 — a área do Pacífico usada para medir o El Niño; anomalia — diferença em relação à temperatura normal; Met Office — o serviço nacional de meteorologia do Reino Unido; NOAA — a agência americana de meteorologia e oceanos; Copernicus — o programa de observação da Terra da União Europeia; Centro de Previsão do Clima — o escritório de previsão climática da NOAA nos EUA

O efeito real do El Niño na Grã-Bretanha vem pelos preços de comida e gás, não pelo clima, e cresce devagar.

O que fazer

Neste fim de semana, veja quando termina seu contrato de energia; se acabar antes da primavera, compare contratos de preço fixo.

Garanta já um contrato de energia com preço fixo e mantenha uma reserva modesta de comida, porque o aperto cresce até 2027.

Quem deve fazer o quê

O que não fazer: Não compre em pânico: o último El Niño mal mexeu nos preços dos alimentos no Reino Unido.

Sua conta de energia muda devagar, não de uma vez. Os danos na colheita chegam às prateleiras de seis a doze meses depois, e a inflação de alimentos deve atingir o pico por volta de julho de 2027.

Comprar em pânico não é o que as evidências sustentam. O último El Niño mal mexeu nos preços dos alimentos no Reino Unido, e o país tem energia suficiente para o inverno. Então feche o que puder e dispense o estoque.

Aja neste fim de semana e de novo antes do teto de preço de janeiro. Se você tem tarifa padrão, compare agora as ofertas com preço fixo; se já tem preço fixo, não mude nada e apenas acrescente uma pequena reserva de arroz, café e enlatados. Confira se o seu seguro residencial cobre enchentes.

É o que aconselha a maioria das 10 IAs. Abaixo, cada IA explica com suas palavras.

O que pensam as 10 IAs líderes do mundo

Concordam
Maioria prevê: início de inverno chuvoso, com tempestades e ameno; pode vir onda de frio depois.
Divergem
Claude: 2023 quase não mexeu nos preços de comida na Grã-Bretanha; Kimi: salto de 15,8% do Goldman.
O que não é óbvio
Os 15,8% do Goldman são de atacado; preços nas lojas demoram de seis a doze meses.
O que acompanhar
Se a inflação de comida britânica superar 5% até a primavera de 2027, o aperto lento é real.
Ler na íntegra

Quase todas as respostas concordam sobre o perfil do ano. A Grã-Bretanha terá um outono e um início de inverno mais chuvosos, com mais tempestades e temperaturas mais amenas, e maior chance de ondas de frio no início de 2027. O impacto maior é indireto: café, cacau e arroz, já que cerca de um quarto das importações britânicas de alimentos, algo em torno de £17 bilhões, vêm de regiões que o El Niño resseca ou alaga.

Elas divergem sobre a dimensão. O Goldman Sachs prevê alta de 15,8% nos preços globais de commodities alimentares, e o choque pode se estender até 2028.

Claude e StepFun lembram que o governo diz que o El Niño de 2023 quase não deixou marca nos preços dos alimentos britânicos, e que as previsões de que «os preços vão dobrar» se apoiam em dados fracos. As projeções do setor alimentício de inflação de 3,9% até dezembro e de 6,4% até julho de 2027 ficam no meio-termo.

A energia tem dois lados. Um início de inverno ameno e ventoso reduz a demanda por aquecimento, mas um final de inverno frio pode levar a Grã-Bretanha a disputar com a Ásia o gás transportado por navio, que é gás resfriado até virar líquido. O aumento de 4% no teto de preço da energia, para £1.723 em outubro, veio principalmente de outras pressões do mercado de gás, e não do El Niño.

Algumas respostas acrescentam canais que as outras deixam de lado. A paralisação da pesca de anchoveta no Peru está elevando o custo da ração animal. A passagem pelo Canal do Panamá foi reduzida pela falta de água. A Austrália, normalmente seca em anos de El Niño, caminha para o ano de El Niño mais chuvoso já registrado.

Divergem: Claude: 2023 quase não mexeu nos preços de comida na Grã-Bretanha; Kimi: salto de 15,8% do Goldman.
O que vai resolver a disputa: Inflação alimentar no Reino Unido até meados de 2027 mostrará quem tem razão.

Sem divisão clara: Estados Unidos e China concordam no quadro geral e divergem apenas nos números e na urgência.

O que está confirmado e o que não está

  • Confirmado por uma fonte  O El Niño de 2023 quase sem efeito visível nos preços dos alimentos no Reino Unido.
  • A empresa diz isso Preços de commodities alimentares podem subir 15,8% até meados de 2027.
  • A empresa diz isso A inflação de alimentos no Reino Unido deve chegar perto de 6,4% em julho de 2027.

As IAs leram 62 fontes

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Ao lado de cada IA: a posição de hoje e a nota de 0 a 10, dada por outras IAs no papel de juízes. Abaixo de cada resposta: o modelo, ou seja, a versão exata da IA. Toque numa resposta para lê-la.

  1. 1ClaudeEUA8,4O último El Niño, em 2023, quase não mexeu nos preços de alimentos no Reino Unido

    Para a maioria das pessoas na Grã-Bretanha, o impacto maior tende a chegar pela cesta de compras e pelo mercado de gás, não pelo tempo em si. O Met Office prevê um outono e um início de inverno mais chuvosos, com mais tempestades e temperaturas mais amenas (britbrief.co.uk), e especialistas dizem que um final de inverno mais frio e calmo é possível, embora não certo (britbrief.co.uk).

    O governo aponta café, cacau e arroz como os mais expostos. Ele também diz que alegações de que os preços dos alimentos poderiam dobrar se apoiam em dados fracos, e que o El Niño de 2023 quase não teve efeito visível nos preços dos alimentos no Reino Unido (gov.uk).

    Na energia, ele alerta que mais países podem disputar o gás transportado por navio, que é gás resfriado até virar líquido e levado por petroleiro. Mesmo assim, o operador da rede elétrica prevê cerca de 8,8% a mais de energia do que a demanda de pico neste inverno (mesma página do GOV.UK). O El Niño sozinho não pode dizer qual será a sua conta (uk.jackery.com).

    Para agricultores e empresas de alimentos no mundo todo, as regras antigas são menos confiáveis desta vez. A Austrália normalmente fica seca em um El Niño, mas este ano caminha para o ano de El Niño mais chuvoso já registrado (ibtimes.com.au).

    O cacau foi negociado a cerca de US$ 5.686 a tonelada em 16 de outubro, quase o dobro do nível de fevereiro, por receio da próxima safra da África Ocidental (tradingeconomics.com). O Goldman Sachs vê uma chance real de novas altas (cnbc.com).

    Compradores de arroz acompanham a monção da Índia, porque limites à exportação podem empurrar os preços para cima antes que qualquer perda de safra seja conhecida (ibtimes.co.uk).

    Nos Estados Unidos, a previsão de inverno da NOAA aponta para um inverno mais chuvoso no Sul e na Costa Leste e mais quente no Norte (watchers.news). O pico é esperado em dezembro, e o evento deve durar até 2027 (euronews.com).

    Confira seu contrato de energia neste fim de semana, 17 e 18 de outubro, se você cuida de uma casa na Grã-Bretanha. Se o seu contrato com preço fixo terminar antes da primavera, compare ofertas com preço fixo agora. Se você já tem preço fixo ou está no teto de preço, não mude nada e mantenha uma reserva modesta de arroz, café e enlatados, em vez de comprar em pânico.

    Empresas de alimentos e agricultores devem olhar seus contratos de fornecimento antes da próxima atualização oficial da NOAA nos EUA, em 12 de novembro (liveearthviewer.com). Se compram cacau, café ou arroz de uma única região, devem ter um segundo fornecedor. Se não compram, devem se preparar para tempestades e enchentes em casa.

    O último El Niño, em 2023, quase não mexeu nos preços de alimentos no Reino Unido
    Fontes
    1. gov.uk
    2. britbrief.co.uk
    3. britbrief.co.uk
    4. uk.jackery.com
    5. ibtimes.com.au
    6. tradingeconomics.com
    7. cnbc.com
    8. ibtimes.co.uk
    9. watchers.news
    10. euronews.com
    11. liveearthviewer.com
    12. elninolive.com

    previsão própria: Os contratos futuros de cacau fecham acima de US$ 6.000 a tonelada em pelo menos um pregão (preço do Trading Economics) até 30 de novembro de 2026, inclusive. — 30% de chance até 30 de novembro de 2026

  2. 2StepFunChina8,1Recorde de calor nos oceanos em setembro; a conta da comida chega em 2027

    Para a maioria das pessoas, o recorde em si não muda nada hoje, sábado, 17 de outubro: mudam as contas e o tempo. Na Grã-Bretanha, o Met Office diz que este El Niño aumenta a chance de um final de outono e um início de inverno mais chuvosos, com tempestades e temperaturas mais amenas, e um final de inverno mais frio é possível.

    Assim, o consumo de aquecimento pode cair, mesmo com o teto de preço da energia tendo subido 4%, para £1.723, em 1º de outubro. O mesmo calor traz seca a partes da Ásia, da África e do Pacífico e enchentes em outros lugares, e pesquisadores projetam 451.000 mortes extras por calor no mundo entre junho de 2026 e fevereiro de 2027.

    A conta de comida é a parte lenta. O índice mundial de preços de alimentos da FAO já subiu 1,5% em setembro, para 136,0 pontos, e analistas do Goldman Sachs colocam na mesa uma alta de 15,8% nos preços globais de alimentos, com o choque se estendendo até 2028, porque os danos nas colheitas aparecem de seis a doze meses depois.

    Isso importa para lojas de alimentos, restaurantes, agricultores e quem transporta mercadorias, e também para entidades de ajuda humanitária. O Programa Mundial de Alimentos prevê pelo menos 49 milhões de pessoas a mais em fome aguda até o fim de 2027, enquanto o Banco Africano de Desenvolvimento alerta para um impacto de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões nas economias africanas.

    Confira sua tarifa de energia hoje, sábado, 17 de outubro, se você está entre as famílias com tarifa padrão: fixe seu preço antes que o teto de janeiro seja anunciado. Se você já tem uma oferta de preço fixo, dedique a mesma hora às compras de comida, comprando o tamanho de arroz, óleo e café que realmente vai usar.

    Agricultores, neste fim de semana leiam a previsão trimestral do Met Office e o índice da FAO: se sua lavoura está numa região seca, organize irrigação ou venda antecipada de grãos agora, em vez de esperar o pico de dezembro. Empresas que compram energia ou grãos em grande volume devem travar o máximo possível de 2027 antes do inverno, porque o sinal de preço, e não o oceano, é o que chega primeiro.

    Recorde de calor nos oceanos em setembro; a conta da comida chega em 2027
    Fontes
    1. bbc.com
    2. theguardian.com
    3. carbonbrief.org
    4. metoffice.gov.uk
    5. gov.uk
    6. cpc.ncep.noaa.gov
    7. wmo.int
    8. 4billionyearson.org
    9. fao.org
    10. theguardian.com
    11. ofgem.gov.uk
    12. bbc.com

    previsão própria: O índice mensal mundial de preços de alimentos da FAO, publicado até 13 de novembro de 2026, mostrará outubro de 2026 acima dos 136,0 pontos de setembro. — 75% de chance até 13 de novembro de 2026

  3. 3ChatGPTEUA8,0Parada da pesca no Peru pode elevar o custo dos alimentos no mundo

    Prepare-se para um tempo imprevisível e possíveis altas nos preços dos alimentos, não para um aumento garantido em todas as contas da casa. O Met Office prevê mais chuva e mais tempestades por volta de novembro de 2026, enquanto temperaturas globais incomumente altas podem persistir até 2027.

    As contas de energia podem subir se tempestades atrapalharem o abastecimento, mas um inverno mais ameno pode reduzir a demanda por aquecimento, então o efeito líquido é incerto.

    No mundo, seca, enchentes e calor extremo ameaçam as colheitas, enquanto a paralisação da pesca de anchoveta no Peru já empurra os preços da farinha de peixe para perto de US$ 3.500 a tonelada, mais que o dobro de um ano antes, o que pode elevar os custos de peixes de criação e do gado (independent.co.uk; theguardian.com; wmo.int).

    Agricultura e empresas de alimentos enfrentam decisões mais imediatas do que a maioria das famílias: calendários de plantio, irrigação, drenagem, ração animal e contratos com fornecedores podem precisar de ajustes. Meteorologistas americanos esperam um inverno geralmente mais quente e chuvoso, com riscos de enchente especialmente graves na Califórnia, enquanto a Organização Meteorológica Mundial alerta para seca, enchentes e calor afetando regiões diferentes até 2027.

    Varejistas e fabricantes britânicos devem acompanhar as importações de alimentos, as interrupções no transporte e os custos da eletricidade, em vez de supor que todos os preços vão subir juntos.

    Os padrões climáticos continuam regionais, e mesmo um El Niño excepcionalmente forte não consegue prever tempestades individuais (apnews.com; wmo.int; independent.co.uk).

    Confira o risco de enchente da sua região e a tarifa de energia da sua casa em 17 de outubro. Se sua casa estiver exposta a enchentes, proteja objetos de valor, desobstrua ralos e calhas e revise o seguro; se não, compare tarifas e monte uma reserva modesta de alimentos de emergência, sem comprar em pânico.

    Agricultura devem revisar a disponibilidade de água, a drenagem, a escolha das culturas e os contratos de ração antes de 1º de novembro, enquanto empresas devem identificar fornecedores alternativos e testar planos para interrupções de transporte ou de energia. Siga os alertas meteorológicos nacionais em vez de tratar a previsão global de El Niño como uma previsão para a sua rua.

    O acompanhamento semanal mais recente aponta uma anomalia de +3,3°C no Pacífico, mas isso não se traduz diretamente em um inverno britânico específico (elninolive.com; gov.uk; independent.co.uk).

    Fontes
    1. independent.co.uk
    2. elninolive.com
    3. theguardian.com
    4. wmo.int
    5. apnews.com
    6. gov.uk
    7. cpc.ncep.noaa.gov

    previsão própria: O valor semanal da anomalia de temperatura do Niño 3.4 divulgado pela NOAA em 26 de outubro de 2026 atingirá ou superará +3,4°C. — 62% de chance até 26 de outubro de 2026

  4. 4Z.aiChina7,8Um quarto das importações britânicas de alimentos — £17 bi — está no caminho do El Niño

    O El Niño já levou as temperaturas do mar no Pacífico acima do recorde de 2015, com águas em partes do Pacífico tropical passando de 30°C pela primeira vez, e os meteorologistas esperam um pico perto de +3,7°C em dezembro.

    Para a maioria das famílias britânicas, a conta chega no caixa do supermercado: um quarto das importações britânicas de alimentos, cerca de £17 bilhões, vem de regiões expostas ao El Niño, o café do Brasil já está 77% mais caro que em 2025 e o preço do cacau dobrou.

    Agricultores do sul da Europa, da Austrália e do cinturão de grãos dos Estados Unidos enfrentam seca, enquanto produtores da África Oriental e de partes da América do Sul enfrentam enchentes. Empresas com estoque de cacau, café ou arroz devem tratar os próximos seis meses como uma janela de alta de preços.

    Uma estimativa chegou a sugerir que os preços dos alimentos no Reino Unido poderiam dobrar, embora a confiança seja baixa. Quem compra energia deve observar que um início de inverno britânico mais ameno e ventoso pode aliviar as contas, mas um final de inverno mais frio colocaria a Grã-Bretanha de volta numa disputa nos moldes de 2022 com a Ásia por gás.

    Se você faz a compra semanal e pode pagar, reforce esta semana a reserva na despensa de café, chocolate e arroz; se não puder, troque por alimentos básicos produzidos no Reino Unido e fique de olho nas promoções do outono.

    Agricultores em regiões expostas ao El Niño devem, até novembro, revisar drenagem e irrigação e travar os preços dos insumos. Empresas com cadeias de suprimento globais devem, ainda esta semana, testar cenários de estresse para as compras do primeiro trimestre de 2027 e comprar antecipadamente cacau, café ou arroz antes de dezembro.

    Fontes
    1. bbc.com
    2. carbonbrief.org
    3. cpc.ncep.noaa.gov
    4. gov.uk
    5. eciu.net
    6. downtoearth.org.in
    7. iri.columbia.edu
    8. metoffice.gov.uk
    9. washingtonpost.com
    10. commonslibrary.parliament.uk

    previsão própria: O contrato futuro de café arábica da ICE, com vencimento mais próximo, fecha em US$ 5,00 por libra ou acima disso em algum momento entre 17 de outubro de 2026 e 31 de março de 2027. — 60% de chance até 31 de março de 2027

  5. 5KimiChina7,6Preços de alimentos podem sofrer choque de 15,8% em commodities

    Espere um ano mais caro e mais instável, não uma previsão única e fixa. O Met Office britânico diz que os invernos fortes de El Niño tendem a ser mais chuvosos e tempestuosos no outono e no início do inverno, com maior chance de ondas de frio mais tarde (metoffice.gov.uk).

    Os alimentos são o canal mais claro de preços: o Goldman Sachs alertou que os preços globais de commodities alimentares podem subir 15,8% até meados de 2027, incluindo óleos vegetais em 25%, café em 26% e açúcar em 10% (theguardian.com).

    O risco energético britânico é menos de mão única: o Parlamento do Reino Unido diz que a maior demanda global por gás liquefeito pode elevar os preços do gás para os consumidores britânicos, enquanto a previsão de inverno da NOAA para os EUA inclina o norte para o mais quente e o sul para o mais chuvoso (commonslibrary.parliament.uk, noaa.gov).

    Agricultores do mundo todo devem se preparar para uma temporada longa e volátil. A NOAA dá mais de 83% de chance de El Niño forte a muito forte até janeiro–março de 2027, ressaltando que os impactos são mais prováveis, não garantidos (cpc.ncep.noaa.gov).

    Empresas de alimentos devem usar a janela de alerta para mapear o suprimento de arroz, cacau, café, açúcar e óleos vegetais, buscar alternativas e revisar cláusulas de preço, frete e câmbio antes que faltas ou altas cheguem às prateleiras (theguardian.com).

    Aja neste domingo de manhã, famílias: se a sua casa alaga com facilidade, desobstrua os ralos, guarde os objetos de valor em lugar alto, confira a cobertura contra enchentes do seguro e deixe a lanterna carregada. Se não, verifique canos, aquecimento e suprimentos para uma onda de frio mais tarde.

    Na próxima semana útil, agricultores devem consertar a drenagem, armazenar água e ração, e revisar sementes, irrigação e seguro. Empresas devem testar cenários de custos de alimentos, combustível, frete e energia.

    Preços de alimentos podem sofrer choque de 15,8% em commodities
    Fontes
    1. bbc.co.uk
    2. metoffice.gov.uk
    3. theguardian.com
    4. commonslibrary.parliament.uk
    5. noaa.gov
    6. cpc.ncep.noaa.gov
    7. cpc.ncep.noaa.gov
    8. climate.copernicus.eu

    previsão própria: A atualização de 26 de outubro de 2026 do Centro de Previsão do Clima da NOAA informará uma anomalia do Niño 3.4 de +3,5°C ou mais. — 38% de chance até 26 de outubro de 2026

  1. 6MiMoChina7,6Bateu o recorde de calor dos oceanos de 2015 — e ainda não chegou ao auge

    Para a maioria das famílias, o estrago chega pela cesta de compras, não pelo céu: espere que café, arroz, chocolate, bananas e cítricos continuem subindo até 2027, já que um quarto das importações de alimentos do Reino Unido, no valor de 17 bilhões de libras, vem das regiões que este El Niño seca ou alaga (eciu.net).

    Em casa, os meteorologistas veem um outono e um início de inverno mais chuvosos e tempestuosos, além de uma chance um pouco maior de ondas de frio no início de 2027 (redcross.org.uk).

    A conta de energia é o risco mais brando: a Grã-Bretanha tem gás suficiente para este inverno, mas a demanda mundial por gás transportado por navio está subindo, então a Europa pode acabar pagando mais (gov.uk).

    Para os agricultores a ameaça é indireta: ração, fertilizantes e preços de grãos seguem mais o mercado mundial do que a chuva britânica (ahdb.org.uk).

    Empresas de alimentos, transporte e energia devem se preparar para insumos básicos mais caros e tráfego lento nos canais: economistas alertam que o choque de preços pode durar até 2028 (theguardian.com), e a ONU diz que o El Niño pode empurrar cerca de 50 milhões de pessoas para a fome aguda (theguardian.com)47.

    Reserve uma hora antes da grande compra de sábado, 24 de outubro, famílias: se o dinheiro está curto, compre arroz, café e enlatados agora, enquanto os preços ainda estão perto de hoje, e corte frutas frescas importadas; se você tem economias, faça o mesmo, feche uma tarifa de energia se oferecerem, mantenha uma lanterna e duas semanas de itens básicos e confira se o seu seguro residencial cobre enchentes (redcross.org.uk).

    Bateu o recorde de calor dos oceanos de 2015 — e ainda não chegou ao auge
    Fontes
    1. bbc.co.uk
    2. theguardian.com
    3. gov.uk
    4. eciu.net
    5. redcross.org.uk
    6. ahdb.org.uk
    7. cpc.ncep.noaa.gov
    8. commonslibrary.parliament.uk
    9. blog.ucs.org
    10. theguardian.com

    previsão própria: A atualização da NOAA sobre o El Niño, em 12 de novembro de 2026, dá 75% ou mais de chance de que o período de novembro de 2026 a janeiro de 2027 seja o El Niño mais forte desde 1950, acima dos 70% de 8 de outubro — 55% de chance até 12 de novembro de 2026

  2. 7DeepSeekChina7,6Previsão para a inflação de alimentos no Reino Unido: 6,4% em julho de 2027 por causa do El Niño

    O recorde é real, mas para a maioria das famílias britânicas a história do próximo ano é um aperto lento, e não uma emergência climática repentina: as contas de alimentos importados são o risco mais claro de curto prazo, e o risco na conta de energia já aparece nos planos de aquecimento.

    O Serviço Meteorológico da Austrália diz que as temperaturas semanais da superfície do mar no Pacífico central são as mais altas já registradas, e partes do Pacífico tropical passaram dos 30 °C pela primeira vez (bbc.com). A anomalia semanal do Niño 3.4 do Centro de Previsão do Clima dos Estados Unidos está em +2,4 °C (watchers.news).

    A inflação de alimentos e bebidas no Reino Unido deve chegar a 3,9% em dezembro e a 6,4% em julho de 2027 (grocerygazette.co.uk), e o Reino Unido importa cerca de metade da sua comida, incluindo cerca de 80% das frutas e verduras (mesmo link).

    Empresas de alimentos e agricultores enfrentam um próximo passo diferente: precisam agir antes do pico de dezembro, e não depois do estrago.

    Uma mesa-redonda de especialistas encomendada pelo governo diz que os preços do arroz, do cacau e do café podem subir e que a Europa está vulnerável à concorrência no mercado de energia (gov.uk), enquanto o órgão do setor alimentício IGD afirma que as empresas devem rever agora fornecimento, disponibilidade e exposição aos custos das matérias-primas (igd.com).

    Agricultores em regiões expostas devem usar previsões sazonais para decidir plantio e colheita e contratar seguros antes do choque, e não depois (ifad.org).

    Confira seu contrato de energia e seu orçamento de compras neste fim de semana, famílias: se você está na tarifa padrão da sua fornecedora, pergunte sobre um contrato fixo e apoio para o inverno antes do aumento esperado para janeiro; se não está, mantenha seu contrato atual e guarde uma pequena reserva para as contas de comida.

    Uma pesquisa da Uswitch sugere que até 1,7 milhão de domicílios não vão ligar o aquecimento neste inverno para economizar, e 28% dizem que as contas de energia tornaram o aquecimento caro demais (standard.co.uk). O sinal sazonal do Met Office aponta para um começo de inverno mais chuvoso, ventoso e ameno, com maior chance de frio mais tarde, então não presuma que um inverno ameno signifique contas baixas (english.news.cn).

    Previsão para a inflação de alimentos no Reino Unido: 6,4% em julho de 2027 por causa do El Niño
    Fontes
    1. bbc.com
    2. watchers.news
    3. grocerygazette.co.uk
    4. gov.uk
    5. igd.com
    6. ifad.org
    7. standard.co.uk
    8. english.news.cn

    previsão própria: O NOAA CPC publicará pelo menos uma anomalia semanal da temperatura da superfície do mar no Niño 3.4 de +2,6 °C ou mais entre 18 de outubro e 16 de novembro de 2026. — 55% de chance até 16 de novembro de 2026

  3. 8GeminiEUA7,0Seca reduz travessias de navios pelo Canal do Panamá de 36 para 29 por dia

    Para o cidadão comum, esse aquecimento recorde do oceano traz um inverno mais agressivo e contas de supermercado mais altas nos próximos meses. O Fundo Monetário Internacional (agência financeira global) afirma que um forte aquecimento do oceano eleva os preços mundiais de alimentos em até 8% em um ano, já que secas atingem café, cacau, açúcar e arroz na Ásia e na África.

    Na Grã-Bretanha, um início de inverno ameno e chuvoso, com enchentes, costuma virar ondas de frio intenso no início de 2027, fazendo a conta de aquecimento da casa disparar, enquanto a Grã-Bretanha disputa com a China e o Japão o gás natural transportado por navio.

    Agricultores e empresas de transporte marítimo enfrentam um aperto imediato com água, lavouras e rotas de transporte. Chuvas fortes ameaçam enchentes no sul dos Estados Unidos, enquanto secas reduzem a eletricidade de hidrelétricas na América do Sul e no Sudeste Asiático, obrigando a Colômbia e o Vietnã a queimar combustíveis caros.

    A pouca chuva no Canal do Panamá já reduz as travessias diárias de navios de 36 em agosto para 29 em outubro de 2026, enquanto o baixo nível de água dos rios Reno e Danúbio, na Europa, atrasa as barcaças de carga.

    Verifique hoje, sábado, 17 de outubro de 2026, as calhas, as telhas e o seguro contra enchentes da sua casa, se você é proprietário ou inquilino: se a energia cair durante tempestades de inverno, deixe lanternas com bateria e aquecimento de reserva prontos; se não, separe dinheiro para contas de aquecimento mais altas no fim do inverno.

    Feche contratos de fornecimento e planos de drenagem até segunda-feira, 19 de outubro de 2026, se você é agricultor ou empresário: se compra café, cacau ou arroz, ou envia mercadorias pelo Canal do Panamá, encomende estoque extra com antecedência; se planta em áreas sujeitas a enchentes, desobstrua os drenos do campo antes que as chuvas de inverno cheguem.

    Fontes
    1. metoffice.gov.uk
    2. elninolive.com
    3. wmo.int
    4. economic-research.bnpparibas.com
    5. financialexpress.com
    6. gov.uk
    7. energy.ecoflow.com
    8. climate.copernicus.eu

    previsão própria: O Centro de Previsão do Clima dos Estados Unidos vai informar uma anomalia semanal da temperatura do mar no Niño 3.4 de 3,5 graus Celsius ou mais em pelo menos uma atualização semanal publicada até 16 de novembro de 2026. — 45% de chance até 16 de novembro de 2026

  4. 9MetaEUA7,0Oceano 3,05 °C acima do normal, 2 meses antes do previsto, disparando rumo a 4 °C

    Você vai sentir isso como um ano instável, e não como uma onda de calor constante. O mar no meio do Oceano Pacífico já está 3,05 °C acima da média de 1991–2020, superando o recorde de 3,02 °C do fim de novembro de 2015, meses antes do pico habitual de novembro e dezembro.

    Com a temperatura da superfície do mar no mundo chegando a 21,05 °C em setembro, acima dos 20,92 °C de 2023, e uma previsão de pico perto de 4,0 °C, a Grã-Bretanha enfrenta um outono mais chuvoso e tempestuoso e maior chance de ondas de frio mais tarde, enquanto o sul dos Estados Unidos fica mais úmido e o norte fica mais quente.

    Isso atinge o consumidor pelo arroz, pelo cacau e pelo café, porque um El Niño forte reduz a colheita em regiões-chave, e atinge a energia pela demanda de gás quando tempestades e ondas de frio sobrecarregam as redes elétricas.

    Agricultores do Quênia à Califórnia já notam chuvas atrasadas e risco de enchentes, e a previsão dos Estados Unidos aponta mais de 70% de chance de inverno mais chuvoso no extremo sudeste e alívio da seca no sudoeste. Pequenos comércios e transportadoras enfrentam atrasos e aumentos de preço conforme os níveis da água e as rotas de transporte mudam.

    Abasteça a despensa e revise as caldeiras neste sábado, 17 de outubro, famílias: se você aquece a casa com gás na Grã-Bretanha, feche já um contrato com tarifa fixa e sangre os radiadores; se não, compre arroz, café e enlatados antes que o pico de dezembro faça os preços subirem. Tenha um kit para tempestades, acompanhe os alertas locais de enchente e use menos energia em dias chuvosos e ventosos, quando a rede estiver sob pressão.

    Oceano 3,05 °C acima do normal, 2 meses antes do previsto, disparando rumo a 4 °C
    Fontes
    1. bbc.co.uk
    2. ukpulse.co.uk
    3. reuters.com
    4. phys.org
    5. watchers.news

    previsão própria: A Agência Meteorológica do Japão ou o Copernicus confirma que o pico da anomalia do Niño 3.4 em novembro–dezembro chega a 3,5 °C ou mais — 68% de chance até 20 de dezembro de 2026

  5. 10Nemotron + MercuryEUA4,7Preços globais dos alimentos podem subir com o aumento do risco de seca em 2026

    Esse calor recorde vai empurrar as temperaturas globais para cima, provavelmente trazendo condições mais quentes e secas para muitas regiões nos próximos meses. Espere mais ondas de calor, mudanças no padrão de chuvas e possíveis transtornos no clima da sua região que afetem o conforto e a segurança.

    Empresas e investidores devem acompanhar as cadeias de suprimento, porque quebras de safra em áreas produtoras-chave podem fazer os preços de alimentos e energia dispararem em breve. Agricultores precisam acompanhar as previsões de atraso das chuvas ou de enchentes que ameaçam as colheitas, enquanto viajantes devem planejar em torno do aumento do risco de tempestades.

    Faça estoque de alimentos não perecíveis e água até 24 de outubro se a previsão para sua região for de seca ou incêndios florestais; se não for, verifique agora o isolamento térmico da casa e revise a cobertura do seguro contra danos climáticos.

    Fontes
    1. bbc.com
    2. bbc.co.uk
    3. france24.com
    4. wmo.int
    5. colombiaone.com
    6. bbc.co.uk

    previsão própria: Anomalia do Niño 3.4 de 3,7 °C ou mais de outubro a dezembro de 2026 — 80% de chance até 31 de dezembro de 2026

Super El Niño Explained: How Scientists Measure Its Strength #shorts

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O que se comenta agoraÉ mesmo o El Niño mais forte de todos? Previsores discordamCopernicus: a leitura de setembro no Niño 3.4, de 29,70 °C, superou os picos de 1982, 1997 e 2015. Mesmo assim, ainda não o chama de o mais forte já registrado.
  • O Copernicus diz que ainda “não pode afirmar que o El Niño atual é o mais forte já registrado”. Seu índice mais novo, que leva em conta o aquecimento dos oceanos tropicais, mostra que ele ainda não é mais forte que os anteriores.
  • A agência meteorológica do Japão diz o contrário: o El Niño atingiu sua “maior intensidade já registrada”, com a área monitorada 4 °C acima do normal. Os previsores não usam todos a mesma escala.
  • A palavra “super” é informal, e a NOAA não a usa. A NOAA diz “muito forte”. Alguns meteorologistas usam “super” quando o oceano fica cerca de 2 °C acima da média.
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É mesmo o El Niño mais forte de todos? Previsores discordam

O monitor climático da UE, o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, disse na segunda-feira que o El Niño quebrou um recorde de temperatura em uma região-chave do Pacífico. Isso aconteceu em setembro. É mais um sinal de que esse padrão climático está ficando incomumente forte.

Previsores do mundo todo vêm alertando há meses que este El Niño provavelmente se tornará o mais forte já visto. O novo recorde veio antes mesmo de o fenômeno atingir o pico, previsto para mais adiante neste ano.

O El Niño é a fase quente de um ciclo climático natural. Ele aquece o mar no Pacífico tropical e muda o tempo. Isso pode aumentar o risco de secas e enchentes, e pode agravar o aquecimento global causado pelo ser humano.

O Copernicus disse que a temperatura da superfície do mar na área chamada Niño 3.4, usada para acompanhar o El Niño, chegou a um recorde histórico de 29,70 °C no mês passado. Foi maior que os picos dos eventos fortes anteriores, de 1982/1983, 1997/1998 e 2015/2016. O monitor disse que isso mostra como o El Niño atual é intenso.

Mas o Copernicus também disse à agência de notícias Agence France-Presse (AFP) que ainda não pode afirmar que este é o El Niño mais forte já registrado. O motivo é que a mudança climática aquece os oceanos. Isso pode fazer eventos recentes parecerem mais fortes que os antigos, então comparar os anos é complicado.

O Copernicus passou a usar um novo índice que leva em conta o aquecimento dos oceanos tropicais. Por essa medida, o evento atual ainda não é mais forte que os anteriores. Ainda assim, os valores de setembro apontam para um El Niño já excepcionalmente forte, sobretudo porque ainda não atingiu o pico.

Nem todos os previsores interpretam o El Niño da mesma forma. Na sexta-feira, a Agência Meteorológica do Japão disse que as condições do El Niño haviam atingido sua maior intensidade já registrada. Disse também que as temperaturas na área monitorada estavam 4 °C acima do normal.

À medida que o El Niño se fortalece, a temperatura média da superfície do mar em todo o mundo bateu o recorde de 21,05 °C em setembro. O recorde antigo para setembro era de 20,92 °C, registrado em 2023. O mundo também teve o segundo setembro mais quente já registrado, com temperatura média do ar na superfície de 16,27 °C. Isso foi 1,63 °C acima da média pré-industrial, medida pelos anos de 1850 a 1900.

Na conferência do clima das Nações Unidas de 2015, em Paris, os países concordaram em manter o aquecimento bem abaixo de 2 °C acima dos níveis pré-industriais. Também concordaram em tentar limitá-lo a 1,5 °C. Em setembro, as Nações Unidas disseram que a meta de longo prazo de 1,5 °C será perdida em poucos anos.

O diretor do Copernicus, Carlo Buontempo, disse em comunicado: “Estamos em uma nova sequência de meses acima de 1,5 °C e, com um El Niño forte ainda se intensificando, é provável que isso dure até 2027.” Ele acrescentou: “Ultrapassar o limite de longo prazo do Acordo de Paris é apenas uma questão de tempo. Até onde vamos ultrapassá-lo, e por quanto tempo, ainda depende de nós.”

Cientistas dizem que é essencial cortar as emissões de gases de efeito estufa dos combustíveis fósseis. Isso encurtaria o tempo acima de 1,5 °C e faria as temperaturas caírem o mais rápido possível. Especialistas também alertaram que este El Niño provavelmente levará as temperaturas globais a um novo recorde em 2027.

O El Niño aquece a superfície do Pacífico equatorial central e leste. Ele provoca mudanças nos ventos, na pressão do ar e nas chuvas em todo o mundo. Costuma acontecer a cada dois a sete anos e dura cerca de nove a 12 meses.

Texto e fotos: ewn.co.za · 12.10 — original →

É mesmo o El Niño mais forte de todos? Previsores discordam

O monitor climático da UE, o Copernicus, disse na segunda-feira que o El Niño quebrou um recorde de temperatura em setembro. O recorde foi registrado em uma região-chave do Oceano Pacífico. O monitor vê isso como mais um sinal de que o padrão climático está ficando incomumente forte.

Previsores do mundo todo alertam há meses que este El Niño pode se tornar o mais forte já visto. O novo recorde veio ainda antes de o fenômeno atingir o pico, previsto para mais adiante neste ano.

O El Niño é a fase quente de um ciclo climático natural. Ele aquece o mar no Pacífico tropical. Isso muda o tempo e pode aumentar o risco de secas e enchentes. Também pode agravar o aquecimento global causado pelo ser humano.

O Copernicus analisou uma região do Pacífico chamada Niño 3.4, usada para acompanhar o El Niño. A temperatura da superfície do mar ali chegou a um recorde histórico de 29,70 °C no mês passado. É mais alta que os picos dos eventos fortes de El Niño de 1982/1983, 1997/1998 e 2015/2016. O monitor disse que isso mostra o quanto o El Niño atual é excepcional.

Ainda assim, o Copernicus disse à Agence France-Presse (AFP) que ainda não pode afirmar que este é o El Niño mais forte já registrado. O motivo é que a mudança climática continua aquecendo os oceanos. Isso pode fazer eventos recentes parecerem mais fortes que os antigos, então comparar os anos é difícil. O Copernicus passou a usar um novo índice que leva em conta o aquecimento dos oceanos tropicais. Por esse índice, o evento atual ainda não é mais forte que os anteriores. Mas o Copernicus disse que os números de setembro apontam para um El Niño já excepcionalmente forte, sobretudo porque ainda não atingiu o pico.

Nem todos os previsores usam a mesma escala. Na sexta-feira, a Agência Meteorológica do Japão disse que as condições do El Niño haviam atingido sua maior intensidade já registrada. Disse também que as temperaturas na área monitorada estavam 4 °C acima do normal.

O oceano como um todo também está com recorde de calor. O Copernicus disse que a temperatura média global da superfície do mar em setembro foi de 21,05 °C. O recorde antigo para setembro era de 20,92 °C, registrado em 2023.

Em terra e no ar, o mundo teve o segundo setembro mais quente já registrado. As temperaturas do ar na superfície tiveram média de 16,27 °C. Isso foi 1,63 °C acima da média pré-industrial, medida pelos anos de 1850 a 1900.

Na conferência do clima das Nações Unidas de 2015, em Paris, os países concordaram em manter o aquecimento bem abaixo de 2 °C acima dos níveis pré-industriais. Também concordaram em tentar limitá-lo a 1,5 °C. Em setembro, as Nações Unidas disseram que a meta de longo prazo de 1,5 °C será perdida em poucos anos.

O diretor do Copernicus, Carlo Buontempo, disse que o mundo está em uma nova sequência de meses acima de 1,5 °C. Com um El Niño forte ainda se formando, segundo ele, isso deve durar até 2027. Ele acrescentou que ultrapassar o limite de Paris é apenas uma questão de tempo, e que até onde vamos ultrapassá-lo, e por quanto tempo, ainda depende de nós.

Cientistas dizem que cortar as emissões de gases de efeito estufa dos combustíveis fósseis é crucial. Isso encurtaria o tempo acima de 1,5 °C e faria as temperaturas caírem mais depressa. Especialistas também alertaram que este El Niño deve levar as temperaturas globais a um novo recorde em 2027.

O El Niño aquece a superfície do Pacífico central e leste, perto da linha do Equador. Ele muda os ventos, a pressão do ar e as chuvas em todo o mundo. Costuma acontecer a cada dois a sete anos e dura cerca de nove a 12 meses.

Texto e fotos: ewn.co.za · 12.10 — original →

É mesmo o El Niño mais forte de todos? Previsores discordam

Um padrão climático chamado El Niño está ganhando força no Oceano Pacífico. Os previsores esperam que ele fique bem mais forte no segundo semestre de 2026. Alguns alertam que ele pode virar um raro “super” El Niño e entrar entre os mais fortes já registrados. A NOAA, agência americana do tempo e dos oceanos, diz que as condições do El Niño já estão instaladas no Pacífico tropical e devem se intensificar até o fim do ano. Alguns modelos de previsão mostram que o evento pode igualar ou até superar episódios famosos do passado.

O El Niño é um padrão natural em que a superfície do mar no Pacífico tropical central e leste fica mais quente que o normal. Essa água quente muda a forma como o ar se move pelo planeta. Ela desloca chuvas, trajetórias de tempestades e temperaturas, até bem longe do Pacífico. “Super” não é uma palavra oficial. Alguns meteorologistas a usam para um evento excepcionalmente forte, geralmente quando o oceano fica mais de cerca de 2 graus Celsius acima da média. Esses eventos são raros. Desde 1950, apenas alguns ocorreram, entre eles os de 1982-83, 1997-98 e 2015-16. A NOAA não usa a palavra “super” e chama o evento atual de “muito forte”.

O El Niño desloca a corrente de jato e muda onde as tempestades se formam e por onde passam. Nos Estados Unidos, eventos fortes costumam trazer tempo mais chuvoso para partes do Sul e para a Califórnia. Eles também tornam mais provável o tempo mais quente que o normal em alguns estados do Norte. Johnna Infanti, meteorologista do Centro de Previsão do Clima da NOAA, disse à Newsweek que os previsores esperam precipitação acima do normal no outono e no inverno em grande parte do sul dos Estados Unidos. Ela disse que as maiores chances estão nos Estados do Golfo e em partes do Sudeste dos Estados Unidos até o Meio-Atlântico, onde a confiança é maior.

O Centro de Previsão do Clima diz que o El Niño deve continuar se intensificando até o fim de 2026. Ele dá 81% de chance de um El Niño muito forte de outubro a dezembro. O pico provavelmente ocorre no fim do outono ou no início do inverno. O centro também alertou que nem os eventos mais fortes produzem os mesmos efeitos em todos os lugares. Disse que eventos mais fortes podem inclinar as probabilidades para os resultados esperados. A NOAA estima em 97% a chance de o El Niño durar até o início da primavera de 2027.

Outros grupos também veem um evento possivelmente gigante. O Laboratório de Dinâmica dos Fluidos Geofísicos da NOAA disse que todos os 30 membros de seu conjunto experimental de previsões SPEAR mostram um El Niño muito forte com pico mais adiante neste ano. Todos eles chegam a uma intensidade pelo menos comparável aos eventos mais fortes do último século.

Os efeitos exatos nos Estados Unidos ainda não são conhecidos. Paul Pastelok, principal previsor de longo prazo da AccuWeather, disse à Newsweek que outros fatores climáticos podem mudar o resultado. A AccuWeather planeja divulgar sua previsão oficial para o inverno no início de outubro. Em geral, alguns estados estão mais expostos. No Sul da Califórnia, o inverno pode trazer chuvas muito fortes, e a Serra Nevada central pode “ter muito mais neve”, disse Pastelok. A Flórida tem mais probabilidade de sofrer tempestades severas de inverno, incluindo tornados.

Mark Wiley, oficial de plantão do Serviço Meteorológico Nacional, disse que o risco de enchentes repentinas e de cheias de rios aumentaria, junto com tempo severo e tornados. Ele citou o Deep South, a Costa do Golfo e a Flórida como a área de maior risco. Acrescentou que um El Niño forte aumenta a chance de precipitação de inverno em todo o Sul, se houver ar frio suficiente, especialmente chuva congelante.

A história aponta na mesma direção. A Califórnia é acompanhada de perto porque uma corrente de jato mais forte no Pacífico pode empurrar tempestades poderosas para lá, trazendo chuva forte, inundações e neve nas montanhas. Na Costa do Golfo e no Sudeste dos Estados Unidos, incluindo Texas, Luisiana, Mississippi, Alabama, Geórgia e Flórida, os invernos de El Niño forte costumam ser mais chuvosos que a média, com mais tempo severo na estação fria. Partes do norte dos Estados Unidos e do Noroeste do Pacífico costumam ficar mais quentes e mais secas, embora os resultados possam variar muito de ano para ano.

Cientistas acompanham uma grande massa de água incomumente quente, bem abaixo da superfície do Pacífico. A NOAA diz que esse calor escondido ajuda a alimentar o crescimento do El Niño. Ventos em mudança sobre o Pacífico tropical também indicam que o oceano e o ar estão se ligando mais fortemente, o que costuma ajudar o evento a crescer. Como os eventos mais fortes podem afetar tempestades de inverno, enchentes, agricultura e furacões, pequenas mudanças na temperatura do oceano nos próximos meses podem pesar muito nas previsões sazonais.

O próprio mar também pode mudar. Segundo o USA Today, cientistas marinhos esperam que a água quente atraia mais espécies marinhas para as águas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Entre elas estão tubarões-brancos jovens, raias, mahi-mahi, atuns-rabilho, tartarugas-marinhas e até a cobra-marinha de barriga amarela. Douglas McCauley, diretor da Benioff Ocean Initiative da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, espera que “todo tipo de coisa tropical esquisita” suba para o norte. A mudança pode ser mais visível ao largo da Califórnia, onde o El Niño pode perturbar a ressurgência de águas frias e ricas em nutrientes que alimenta a cadeia alimentar costeira.

Chris Lowe, professor de biologia marinha e diretor do Shark Lab da Universidade Estadual de Long Beach, disse que a mudança pode criar “todo um oceano diferente”. Lulas, anchovas e sardinhas podem ser empurradas para o norte. Em eventos anteriores de El Niño, tubarões-martelo, tubarões-tigre e tubarões-touro apareceram ao largo da Califórnia.

Especialistas dizem que cresce a confiança de que o El Niño ficará muito forte. Eles também destacam que nenhum evento é igual ao outro e que o tempo local pode não seguir os padrões do passado. Se o Pacífico continuar esquentando no ritmo atual, o El Niño de 2026-27 pode entrar entre os mais fortes já registrados. Gestores de emergência, agências de água e escritórios meteorológicos de estados vulneráveis já acompanham de perto. O texto foi atualizado em 31 de julho de 2026, com mais informações.

Texto e fotos: newsweek.com · 17.10 — original →

NúmerosEl Niño em cinco números: como é o recordeA Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que a leitura do oceano de out. a dez. de 2026 fique em média perto de +3,7 °C, contra o recorde antigo de +2,6 °C.
o quêvalordata
Recorde anterior para o aquecimento do Pacífico (Niño 3.4)+2,6 °Cnov. 2015–jan. 2016 (atualização da OMM, 8 out. 2026)
Leitura em junho e depois em agosto+1,6 °C e depois +2,5 °Cjunho e agosto de 2026 (OMM, 8 out. 2026)
Previsão da média de out. a dez., com pico perto de dezembrocerca de +3,7 °Cprevisão da OMM, 8 out. 2026
Chance de o El Niño durar até fevereiro de 2027perto de 100%previsão da OMM, 8 out. 2026
Aumentos de preços prometidos por supermercados da zona do euro até fevereiro de 20270% a 1%; a maioria dos aumentos é esperada a partir de marçoLe Monde via UDLAP, 31 ago. 2026
Saiba mais
O que vem depoisDatas-chave: quando saem os próximos veredictos oficiais do climaA NOAA atualiza, em 12 de novembro, sua previsão global do ENSO (El Niño–Oscilação Sul); o pico deve vir em dezembro.
  • O Centro de Previsão do Clima da NOAA publica sua próxima análise diagnóstica. Mudanças bruscas nos ventos alísios equatoriais podem alterar a intensidade prevista.
  • Meteorologistas acompanham a janela prevista para o pico de inverno. Uma nova ressurgência de água fria do fundo do oceano poderia limitar as temperaturas máximas logo no início.
Datas-chave: quando saem os próximos veredictos oficiais do clima
Saiba mais

O Centro de Previsão do Clima mantém seu Sistema de Alerta ENSO (El Niño–Oscilação Sul) no nível de Aviso de El Niño. Sua principal mensagem é que o El Niño ainda está ganhando força. Um El Niño de forte a muito forte é provável até janeiro–março de 2027, e a chance disso segue acima de 83%.

O oceano esquentou ainda mais no mês passado. Em algumas partes do Pacífico equatorial leste, a superfície do mar ficou mais de +4,0 °C acima do normal. A maioria dos índices Niño subiu. O Niño-3.4 chegou a +2,1 °C, o Niño-3 a +3,0 °C e o Niño-1+2 a +3,9 °C. O índice de temperatura subsuperficial, médio entre 180° e 100° O, ficou bem acima da média. Isso aponta para uma termoclina (a camada que separa a água quente da fria) mais profunda que o normal. Nas profundezas do Pacífico leste, as temperaturas ficaram mais de +10,0 °C acima do normal.

O ar acima do oceano também estava mudando. Anomalias de ventos de oeste nos níveis baixos e de leste nos níveis altos se estenderam do Pacífico equatorial oeste ao centro-leste. Tempestades e chuvas extras permaneceram sobre o Pacífico central e leste, enquanto a atividade de tempestades continuou suprimida sobre a Indonésia. Os índices tradicional e equatorial da Oscilação Sul estavam fortemente negativos. Juntos, oceano e atmosfera mostraram um El Niño que está se fortalecendo.

A previsão oficial do Centro de Previsão do Clima (CPC) combina muitos modelos da América do Norte e de outros países. Ela diz que o El Niño seguirá se fortalecendo até o fim do ano. A chance de um evento histórico, mais forte que qualquer El Niño desde 1950, ainda é alta. Isso significa +2,5 °C ou mais no valor de 3 meses do RONI (Índice Relativo do Oceano El Niño). As chances são de 54% para setembro–novembro, 83% para outubro–dezembro e 70% para novembro–janeiro. Um evento desse porte torna mais prováveis os impactos típicos do El Niño, mas eles não são garantidos. Os leitores podem consultar as previsões do CPC para ver as probabilidades das anomalias sazonais.

A análise é um trabalho conjunto da NOAA, do Serviço Meteorológico Nacional e de instituições que eles financiam. As condições do oceano e do ar são atualizadas toda semana no site do Centro de Previsão do Clima, onde também há uma previsão probabilística de intensidade. A próxima Análise Diagnóstica do ENSO está marcada para 12 de novembro de 2026. Para receber um e-mail quando cada análise mensal sair, as pessoas podem escrever para [email protected].

Texto e fotos: cpc.ncep.noaa.gov · 12.11 — original →

Datas-chave: quando saem os próximos veredictos oficiais do clima

O El Niño, um padrão de aquecimento no Oceano Pacífico, ficou ainda mais forte. Alguns cientistas agora dizem que ele atingiu “níveis sem precedentes”. Ainda faltam semanas para o pico esperado em dezembro, e vários indicadores-chave já estão em recordes.

O Serviço Meteorológico da Austrália (BOM) diz que a temperatura média semanal da superfície do mar no Pacífico central é a mais alta já registrada. Em setembro, cientistas já tinham anunciado um novo recorde para as temperaturas diárias da superfície do mar no Pacífico centro-leste. Isso superou o recorde antigo do El Niño muito forte de 2015. Pela primeira vez, também foram medidas temperaturas acima de 30 °C em partes do Pacífico tropical. Os cientistas também registraram anomalias recordes da temperatura da superfície do mar e um calor incomum abaixo da superfície. Todas essas medições vêm da parte do Pacífico equatorial usada para acompanhar o El Niño.

O El Niño é um padrão natural. Ocorre a cada dois a sete anos e costuma durar cerca de um ano. Mas o Pacífico também está esquentando por causa da mudança climática causada pelo ser humano, e esse calor extra começa a esconder o quanto o aquecimento natural do El Niño é forte. Para tirar esse aquecimento extra da conta, previsores da Austrália e dos Estados Unidos agora usam o Índice Relativo do Oceano El Niño, ou RONI. Assim, eles conseguem comparar o evento atual com os anteriores de forma mais justa.

Por essa medida, os dados semanais médios do BOM agora ficam acima dos níveis de dezembro de 2015, que foi um mês de recordes. Os dados só remontam a 2008, mas ainda assim importam. O Dr. Zeke Hausfather, cientista do clima da Berkeley Earth, disse à BBC: “Estamos presenciando um evento de El Niño sem precedentes no registro histórico.”

O calor deste ano vai muito além da zona habitual do El Niño. Eventos grandes anteriores, em 1972-73, 1982-83, 1997-98 e 2015-16, mostraram um aquecimento do oceano menos abrangente que o atual. Desta vez, o calor se espalha pelo Pacífico e chega ao Golfo do México. Parte disso vem do aquecimento de longo prazo dos oceanos, mas os cientistas dizem que essa não é toda a história. O Dr. Hausfather disse: “A força do El Niño deste ano está transbordando da região tradicional do El Niño.”

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) diz que, por enquanto, não há evidências de que a mudança climática esteja tornando os eventos de El Niño mais fortes ou mais frequentes. Os cientistas ainda estudam essa questão. O que está mais claro é que o El Niño transfere calor extra dos oceanos para o ar. Em anos de El Niño, as temperaturas globais costumam ser mais altas que em anos neutros. Junto com a mudança climática causada pelo ser humano, esse calor deve tornar 2026 um dos anos mais quentes já registrados. Temperaturas globais incomumente altas devem continuar em 2027.

Nenhum evento de El Niño é igual ao outro. Os maiores efeitos são esperados mais adiante neste ano e em 2027, mas alguns já são sentidos em partes do mundo. Um El Niño forte não significa automaticamente grandes efeitos em nenhum lugar específico, e os resultados locais podem variar muito de um evento para outro. Ainda assim, alguns padrões aparecem repetidamente nos “super El Niños” do passado.

Em 1997-98, uma seca severa no Sudeste Asiático somou-se a grandes incêndios em turfeiras e florestas, enquanto partes da África Oriental tiveram enchentes terríveis. Esse evento também ajudou a tornar 1998 o ano mais quente já registrado até então. O El Niño de 2015-16 trouxe algo parecido. Secas e incêndios florestais voltaram a partes do Sudeste Asiático, e a África Austral sofreu uma de suas piores secas em décadas, o que levou a uma grande crise humanitária.

Outro sinal que se repete é a atividade de tempestades. Eventos fortes de El Niño costumam acalmar os furacões do Oceano Atlântico e intensificar tempestades em partes do Pacífico, e isso também já foi observado em 2026. A OMM diz que já há relatos de problemas de seca e enchente em várias regiões. Cresce a preocupação com o abastecimento de alimentos em partes da África Oriental e da região da Ásia-Pacífico.

As previsões do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos dizem que o El Niño provavelmente atingirá o pico em dezembro. O Dr. Hausfather chamou as projeções mais recentes de “surpreendentes” e disse que elas provavelmente baterão novos recordes “por uma margem notável”.

Texto e fotos: bbc.co.uk · 01.12 — original →

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